10 fevereiro 2016

Cartas de amor aos mortos

Olá lindezas!
Estou aqui hoje para falar sobre esse livro que eu simplesmente amei!
Não vou resenhar agora, mas resumindo, tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Só que isso acabou se tornando um hábito, e Laurel passou a escrever sempre, sobre tudo que estava acontecendo à sua volta e sobre seus sentimentos. Baseada nisso, quis experimentar como seria escrever para um ídolo que já não está mais entre nós. Então escrevi um desabafo para Michael Jackson, isso já faz alguns meses, ,mas confesso que no momento em que escrevi, isso me ajudou um pouco a colocar algumas emoções para fora. Espero que gostem meus chuchus e até a próxima!


Querido Michael Jackson

Já faz algum tempo que você se foi, e as coisas andam um tanto estranhas por aqui.
Minha vida não é mais a mesma, eu não sou a mesma, algo mudou e eu não sei dizer ao certo o que.
Hoje me veio aquela sua música na cabeça, music and me, embora eu não lembre a letra agora e consequentemente a tradução dela, não sei o porque ela me veio à mente, mas é certo afirmar que alguns sentimentos estranhos vieram com ela.
É estranho não conseguir discernir os sentimentos, é estranho estar confusa e não conseguir colocar as ideias no lugar.
Eu nunca fui realmente uma pessoa que gostasse de encarar a realidade, sempre tento fugir dela de alguma maneira, mas nesse momento tá difícil.
Não consigo enxergar as coisas com clareza, não tenho concentração para ler e tão pouco estudar, no entanto, parei para escrever para você.
Quem sabe, você consiga entender como me sinto, quando nem mesmo eu entendo.
Já desejou algo e quando finalmente aconteceu, ficou sem saber o que fazer?
Pois é exatamente assim que me sinto agora, total e desesperadamente perdida.
Sem saber o que fazer, dizer ou pensar, hoje me refugiei no sono, dormi muito na esperança de que quando acordasse estaria tudo resolvido. Mas, adivinha, não estava!
Está tudo do mesmo jeito e isso me apavora, essa sensação de não ter para onde ir e nem o que fazer, não dá pra fugir e fazer conta que nada está acontecendo, quando é preciso tomar uma decisão que pode mudar toda sua vida de uma forma brusca e cruel.
E eu estou tão perdida e literalmente sozinha, porque ninguém pode decidir por mim, ninguém sabe como me sinto, nem eu sei direito.
Talvez você ainda esteja vivo Michael, em algum lugar se escondendo, há muitas conspirações que dizem que você forjou a própria morte para fugir dos problemas nos quais estava imerso. E quer saber de uma coisa?
Se isso realmente for verdade, eu tenho inveja de você e ao mesmo tempo me preocupo, pois se um dia você regressar, os problemas ainda estarão aqui esperando por você.
Por isso, acho que o melhor a fazer é enfrentar a realidade por mais cruel que ela seja, mas ainda não consigo entender como. Eu não tenho um plano B, também não tenho nenhuma carta na manga.
Gostaria apenas que fosse possível voltar à 2002 quando estava no colegial, ter a chance de fazer outras escolhas, mas, isso não é possível e me frustra. Só que queria que soubesse que estou com medo.
Com amor,
...

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